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Madero adia IPO para 2022 com piora do mercado e sem pressão dos credores

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Madero adia IPO para 2022 com piora do mercado e sem pressão dos credores Divulgação | Madero
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Com a piora do mercado nas últimas semanas, a abertura de capital da rede de restaurantes Madero ficou para 2022. A empresa pretendia movimentar entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões com sua Oferta Inicial de Ações (IPO, na sigla em inglês).

Após chegar a um acordo com seus credores, incluindo bancos que coordenam a oferta, o Madero decidiu que não necessita de recursos neste momento. A rede de restaurantes usaria 50% do valor captado para quitar parte de suas dívidas, no entanto, a companhia está com seu passivo reestruturado até metade do ano que vem.

A dívida bruta que, anteriormente, era de R$ 705 milhões no fim de 2020, passou para quase R$ 1 bilhão em junho deste ano. O aumento ocorreu, principalmente, porque o empresário Junior Durski continuou com seu plano de expansão durante a pandemia, aumentando ainda mais o endividamento da empresa.

No total, as obrigações do Madero superavam R$ 1,8 bilhão no fim do primeiro semestre, mas, entre junho e julho, a companhia conseguiu realizar um acordo com os bancos credores, dentre eles o BTG Pactual, o Bradesco, o Banco do Brasil e Itaú. Sendo todos coordenadores no IPO.

De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), oficialmente, o IPO do Madero está suspenso até 24 de dezembro. No entanto, conforme a avaliação nos bancos de investimento, a operação não se concretizará antes do começo de 2022. Porém, para eles, ainda há uma possibilidade de que a oferta retorne remodelada, sendo direcionado apenas para um grupo restrito de investidores qualificados.

Environmental ESG

Quem também suspendeu seu IPO foi a subsidiária da Ambipar (AMBP3), a Environmental ESG, que informou ao mercado na semana passada que irá suspender seu processo de entrada na B3.

Igualmente ao Madero, a companhia também afirmou que a oferta não será realizada por conta das atuais condições desfavoráveis dos mercados financeiro e de capitais. Dentre os bancos que coordenaram a operação estavam o Bradesco BBI, o Santander Brasil (Sanb11) e o UBS BB.

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