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Instabilidade do Facebook afetou mais de 2,8 bilhões de pessoas; no dia, ações da empresa caíram 4,98%

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Instabilidade do Facebook afetou mais de 2,8 bilhões de pessoas; no dia, ações da empresa caíram 4,98% Igor do Vale | Folhapress
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Na semana passada, mais especificamente no dia 4 de outubro, três das principais redes sociais ficaram indisponíveis por mais de seis horas. A queda do Facebook (FBOK34), juntamente com o Instagram e WhatsApp, impactou aproximadamente 2,8 bilhões de pessoas no mundo todo.

Para alguns usuários, o tempo em que as redes estavam fora do ar foi apenas um período entediante onde não podiam compartilhar fotos ou interagir com amigos e familiares. Já para aqueles que precisam das mídias sociais para trabalhar, a queda ocasionou angústia para os negócios.

Diversos empreendimentos utilizam o WhatsApp Business, que também foi afetado no período, para facilitar a interação com os clientes. Mais de 175 milhões de usuários enviam mensagens através dessa rede social todos os dias, apenas no Brasil são, aproximadamente, 5 milhões de contas na plataforma para empresas.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Sebrae, 84% dos entrevistados preferem o WhatsApp ao vender pela internet, outros 54% preferem concluir vendas pelo Instagram e 51% pelo próprio Facebook, enquanto apenas 23% dos empresários possuem sites próprios de venda.

A indisponibilidade dos aplicativos afetou diversas empresas de diferentes segmentos que, além de utilizar as redes para manter contato com os clientes até a finalização das vendas, também precisam das plataformas para auxiliar a comunicação entre os colaboradores.

Dentre essas empresas impactadas com a queda das redes sociais está a Plano&Plano (PLPL3), incorporadora subsidiária da Cyrela (CYRE3), que está listada na bolsa de valores brasileira. Para André Cazzoto, corretor de imóveis da companhia, a queda das redes sociais causou uma queda no volume de vendas.

”Para mim foi um dia perdido porque eu não consegui falar com alguns clientes que estávamos em tratativa e que tinham visita marcada ou para marcar. Foram mais ou menos de 10 a 15 contatos para vendas que perdi”, explica André Cazzoto.

Como o noticiário afetou as ações do Facebook

Depois de denúncias feitas por Frances Haugen, uma ex-funcionária que declarou ao programa 60 Minutes que a empresa sabia que suas plataformas estavam alimentando o ódio e prejudicando a saúde mental de crianças e adolescentes, e a instabilidade que ocorreu nas redes sociais, as ações da empresa, listada na bolsa de valores de Nova Iorque, caíram 4,98%.

Como já explicamos aqui no Mercado1Minuto, a relação entre o mercado de ações e o noticiário fica nítida em momentos como esse. O impacto nas ações acontece, na maioria das vezes, quando as notícias não são esperadas e acabam gerando surpresas positivas ou negativas.

Uma fonte de informação confiável, como um veículo de imprensa de credibilidade ou ex-funcionários, como neste caso, pode acabar influenciando a decisão de diversos investidores que acabam negociando a compra ou venda de determinado papel baseado somente no noticiário, o que altera a precificação das ações, seja para mais ou para menos.

Essa queda nas ações fez com que o cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, perdesse aproximadamente US$ 6 bilhões, além de cair para a sexta posição no ranking dos homens mais ricos do mundo. Ele perdeu o seu posto para Bill Gates, o fundador da Microsoft (MSFT34).

De acordo com a estimativa feita pela revista Fortune e a agência de checagem Snopes, que considerou os resultados do primeiro trimestre de 2021, a empresa perdeu cerca de US$ 80 milhões apenas em receitas de publicidade.

É importante que o investidor compreenda os diferentes tipos de notícias e seus possíveis impactos, evitando decisões precipitadas durante algum movimento no mercado financeiro baseado somente nos noticiários. Estar bem informado através de estudos e fontes confiáveis torna os riscos menores.

Entenda como os temas em evidencias no noticiário econômico e o fator psicológico podem influenciar o mercado financeiro e os seus investimentos ouvindo o nosso Podcast +Q1Minuto:

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