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Caminhoneiros ameaçam nova greve e cobram 'resposta concreta' do governo

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Caminhoneiros ameaçam nova greve e cobram 'resposta concreta' do governo Miguel Schincariol
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Logo após uma reunião que aconteceu no último sábado (16) no Rio de Janeiro, entidades que representam os caminhoneiros indicam uma possível paralisação nacional a partir do dia 1º de novembro caso o governo não atenda uma lista de reivindicações da categoria.

A decisão foi tomada ontem durante assembleia no Segundo Encontro Nacional dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas entre as entidades da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), vinculada à CUT; Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), que deram o prazo de 15 dias para que os pedidos sejam atendidos,

"Tem de haver resposta concreta para o caminhoneiro. A resposta está na mão do governo", disse o presidente do Sindicam no vídeo enviado ao Broadcast Agro.

Uma das principais queixas do setor é a alta no preço do combustível, que vem sofrendo reajustes consecutivos. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que torna fixo o ICMS incidente sobre os combustíveis, a estimativa é que as mudanças estabelecidas pelo projeto devem levar a uma redução do preço final praticado ao consumidor de, em média, 8% para a gasolina comum, 7% para o etanol hidratado e 3,7% para o diesel B.

Reinvidicações

  • Redução do preço do diesel e revisão da política de preços da Petrobras, conhecida como Preço de Paridade de Importação (PPI);
  • Constitucionalidade do Piso Mínimo de Frete;
  • Retorno da Aposentadoria Especial com 25 anos de contribuição ao INSS e a inclusão do desconto do INSS pago pelo caminhoneiro (PL2574/2021) na Lei do Documento de Transporte Eletrônico;
  • Aprovação do novo Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas (PLC 75/2018);
  • Aperfeiçoamentos na proposta do voto em trânsito no Senado;
  • Melhoria e criação de Pontos de Parada e Descanso (Lei 13.103/2015) entre outras medidas.

Para o diretor da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer, os caminhoneiros estão em 'estado de greve' e aguardam que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, atenda a pauta de reivindicações da categoria.

"O Governo Bolsonaro teve o prazo de três anos para melhorar a vida do transportador autônomo e nada foi cumprido. Daremos mais 15 dias para que a nossa pauta de reivindicações, que é de conhecimento do ministro Tarcísio e do governo Bolsonaro, seja aplicada de fato para os caminhoneiros", explica o diretor da CNTTL.

O governo federal afirma que está aberto ao diálogo com os caminhoneiros e que tem feito uma série de concessões paliativas aos motoristas, como a inclusão no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19.

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