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Getnet ingressa na B3 e ações chegam a saltar mais de 464% no intraday

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Getnet ingressa na B3 e ações chegam a saltar mais de 464% no intraday Shutterstock
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Nesta segunda-feira (18), as ações da Getnet dispararam em dia de estreia na bolsa de valores brasileira (B3) após a empresa cindir suas operações do Santander (SANB11). A unit da companhia (GETT11) fechou com alta de 63,57%, a R$ 7,72, após chegarem a saltar 96,61% na máxima do dia. O volume negociado foi de R$ 24,6 milhões.

As ações ordinárias (GETT3) registraram a maior variação percentual, fechando em alta de 142,73%, a R$ 5,40, após chegarem a saltar 464,41% na máxima do dia. Já os papéis (GETT4), por sua vez, saltaram 95,85%, a R$ 4,97, chegando a disparar 349,21% na máxima do pregão. A movimentação financeira foi de R$ 11,33 milhões.

Embora os papéis da Getnet tenham começado hoje a serem negociados na bolsa brasileira, as ADSs (American Depositary Shares, ou certificados de depósitos de ações nos EUA) da empresa, representando duas Units, devem entrar em operação na Nasdaq (bolsa norte-americana) a partir de 22 de outubro sob o ticker “GET”.

De acordo com a empresa, os acionistas do Santander receberão 0,25 ação ordinária, preferencial ou unit da Getnet para cada papel que possuir. Além disso, após a cisão, a companhia também atuará como a adquirente brasileira da PagoNxt, pertencente ao Grupo Santander.

“Este passo estratégico permitirá à Getnet Brasil explorar todo o potencial de seus negócios como parte da estratégia do Grupo Santander de concentrar os negócios de tecnologia e pagamentos do grupo dentro da PagoNxt”, explicou Pedro Coutinho, CEO da Getnet Brasil.

Segundo o executivo, o objetivo da reestruturação é dar liberdade para que a Getnet consiga expandir o seu mercado de atuação e se consolidar como um dos principais nomes do setor de maquininhas, com um grande portfólio de serviços e ferramentas disponíveis.

Em 2020, o volume total de pagamentos (TPV) da empresa foi de R$ 274 bilhões. Neste ano, já foram registrados um total de R$ 183 milhões, representando um crescimento de 64% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para os especialistas de mercado, em comparação com a Cielo (CIEL3) e a Elo, a Getnet ganhou uma força após a operação com o Santander. A cisão aconteceu em meados de julho, quando o Banco Central (BC) aprovou o acordo, já prevendo a oferta das ações da companhia de maquininhas.

“Não temos informações suficientes para determinar o potencial valor a ser destravado e o impacto que Getnet teria sobre os lucros do Santander, porém, no longo prazo, as ações do Santander devem cair à medida que ocorrer a cisão e o banco perder parte de seu poder de lucro e uma unidade com ROE superior ao do próprio banco”, explicam os analistas da XP em relação à cisão da Getnet do Grupo Santander.

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