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CNI: de cada 10 indústrias, 8 inovaram durante a pandemia para elevar competitividade

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CNI: de cada 10 indústrias, 8 inovaram durante a pandemia para elevar competitividade Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta terça-feira (19) mostra que a pandemia causada pela Covid-19 fez com que grandes e médias indústrias começassem a investir em processos de inovação para elevar o nível de competitividade.

Segundo o estudo realizado pelo Instituto FSB Pesquisa, a cada 10 indústrias, 8 inovaram e viram a produtividade e os resultados financeiros se elevarem. Entre as empresas de médio e grande porte, 88% promoveram alguma inovação durante a pandemia para buscar soluções durante a crise imposta pelo contexto sanitário.

“Dentre o total de empresas ouvidas, 80% registraram ganhos de produtividade, competitividade e lucratividade decorrentes de inovações. Outras 5% tiveram dois desses ganhos e 2%, um ganho. Apenas 1% das indústrias brasileiras inovou e não viu nenhum incremento em seus resultados. Os dados mostram que somente 13% dos executivos entrevistados disseram que suas empresas não inovaram durante a pandemia”, destaca a CNI.

Apesar dos bons resultados, a pesquisa alertou que falta a empresas do setor uma visão mais estratégica voltada a inovação, 63% das empresas pesquisadas não têm orçamento reservado para inovação e 65% não contam com profissionais dedicados a esse setor.

Dificuldades

Os principais motivos que influenciam na dificuldade de mudar durante o período de pandemia estão os recursos financeiros de fontes externas (19%), a instabilidade do cenário externo (8%), a contratação de profissionais (7%), falta de mão de obra qualificada (8%) e o orçamento da empresa (6%). Além disso, o período da pandemia trouxe alterações na produção das empresas:

  • 67% dos entrevistados afirmam que a covid-19 evidenciou alterações na relação com os trabalhadores;
  • 60% disseram que tiveram alterações nas vendas;
  • 59% nas relações com clientes;
  • 53% nas linhas de produção;
  • 51% na utilização de tecnologias digitais;
  • 44% na logística.

A pesquisa apontou que, entre os entrevistados, 79% foram prejudicados na pandemia, com destaque para a Região Nordeste, que concentrou 93% das respostas positivas. E 58% das indústrias disseram que a cadeia de fornecedores foi a mais prejudicada, seguida de vendas (40%) e linhas de produção (23%). Além disso, 20% dos executivos afirmam que foram pouco ou nada prejudicados no período. No total, 55% das empresas afirmaram que tiveram aumento no faturamento bruto.

De acordo com a CNI, para os próximos três anos, as empresas consideram como prioridades:

  • ampliar o volume de vendas (49%);
  • produzir com menos custos (49%);
  • produzir com mais eficiência (41%);
  • ampliar a produção (34%);
  • fabricar novos produtos (27%).

Para as indústrias, os setores mais importantes para inovação estão o de relação com o consumidor (36%), setor de processos (35%) e de produção (31%).

Foram entrevistados executivos de 500 indústrias durante o mês de setembro com objetivo de mapear a percepção de empresas no Brasil sobre o atual cenário de inovação dentro e fora das principais companhias em atividade no país. A amostragem foi controlada por porte das empresas (médias e grandes) e setor de atividade.

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