clique para ir para a página principal

Facebook inicia testes da carteira de criptomoedas Novi

Atualizado em -

Facebook inicia testes da carteira de criptomoedas Novi Pexels

Nesta terça-feira (19), o Facebook (FBOK34) deu início aos testes públicos da carteira de criptomoedas Novi, antiga Calibra. O projeto, ainda em fase piloto, está sendo realizado em parceria com as exchanges Paxos, que ajudará na emissão do ativo a ser guardado no software, e Coinbase, responsável pela custódia.

Segundo a empresa, os testes com a Novi ocorreram primeiramente nos Estados Unidos e na Guatemala, com foco em remessas internacionais.

“As remessas são uma forma crítica de alcançar a inclusão financeira. As pessoas podem enviar e receber dinheiro instantaneamente, com segurança e sem taxas”, explicou o executivo David Marcus, do Facebook.

Inicialmente, a carteira Novi foi criada para operar com a stablecoin Diem, desenvolvida pela Diem Foundation (antiga Libra Foundation), mas com a demora para liberação regulatória, juntamente ao adiamento do projeto após a saída de parceiros de renome como a Mastercard, os planos da empresa mudaram.

Nas fases de testes, os depósitos em dólar na conta do usuário serão disponibilizados na carteira em Pax Dollar (USDP), ativo com paridade com a moeda americana. É esperado que no futuro o Facebook substitua a USDP pela Diem no aplicativo.

O Facebook estava ambicioso para o seu novo projeto de criptomoedas, mas a empresa foi obrigada a retroceder após pressão regulatória nos Estados Unidos. Para os EUA, a criptomoeda do Facebook ameaçaria a soberania do dólar e poderia se tornar uma moeda poderosa, especialmente em países mais pobres. Desde então, a companhia está focada em uma stablecoin mais tradicional, buscando refletir o preço de uma única moeda, como o dólar.

Impacto do Facebook

Na semana passada, mais especificamente no dia 4 de outubro, três das principais redes sociais ficaram indisponíveis por mais de seis horas. A queda do Facebook, juntamente ao Instagram e WhatsApp, impactou aproximadamente 2,8 bilhões de pessoas no mundo todo.

Como o Mercado1Minuto apontou aqui, a indisponibilidade dos aplicativos afetou diversas empresas de diferentes segmentos que, além de utilizar as redes para manter contato com os clientes até a finalização das vendas, também precisam das plataformas para auxiliar a comunicação entre os colaboradores.

Dentre essas empresas impactadas com a queda das redes sociais está a Plano&Plano (PLPL3), incorporadora subsidiária da Cyrela (CYRE3), que está listada na bolsa de valores brasileira. Para André Cazzoto, corretor de imóveis da companhia, a queda das redes sociais causou uma queda no volume de vendas.

Relacionados:

Leia mais: