clique para ir para a página principal

Petrobras não poderá atender toda demanda de combustível em novembro

Atualizado em -

Petrobras não poderá atender toda demanda de combustível em novembro Divulgação / Agência Petrobras
► Caminhoneiros ameaçam nova greve e cobram 'resposta concreta' do governo► Gasolina passa de R$ 7 em seis estados; litro do combustível subiu 3,3% em uma semana

Nesta terça-feira (19), a Petrobras (PETR3;PETR4) confirmou ao público em geral que não poderá atender todas as demandas de fornecimento de combustíveis para novembro que, segundo a estatal, teriam vindo acima de sua capacidade de produção. Com isso, a companhia acendeu um alerta para distribuidoras, que apontaram para risco de desabastecimento do país.

Em comunicado, a Petrobras declarou que recebeu uma “demanda atípica” de solicitações de fornecimento de combustíveis para novembro e que apenas com muito planejamento antecipado conseguiria se programar para atender o total dos pedidos.

"Para o mês de novembro, a Petrobras recebeu pedidos muito acima dos meses anteriores e de sua capacidade de produção. Apenas com muita antecedência, a Petrobras conseguiria se programar para atender essa demanda atípica", apontou a estatal.

A confirmação veio à tona após a Associação das Distribuidoras de Combustíveis Brasilcom, representante de mais de 40 distribuidoras regionais de combustíveis, ter confirmado na semana passada que a estatal teria avisado sobre “uma série de cortes unilaterais nos pedidos feitos para fornecimento de gasolina e óleo diesel” para mês que vem.

Para a associação, as reduções promovidas pela Petrobras, em alguns casos chegando a mais de 50% do volume solicitado para compra, expõem o país a uma situação de potencial desabastecimento. De acordo com a Brasilcom, as companhias não estão conseguindo adquirir combustíveis no mercado externo, pois os preços do mercado internacional estão em patamares bem maiores aos praticados no Brasil.

Com a atual situação, a Petrobras e o governo federal vêm sofrendo pressões de diversos segmentos por conta do avanço considerável nos preços dos combustíveis no Brasil em 2021, que têm refletido nas cotações internacionais. Deste modo, a estatal tem reajustado seus valores em intervalos maiores nos últimos meses, evitando repassar volatilidades externas, segundo eles.

Parque de refino

Em fato relevante, a Petrobras também destacou que está operando seu parque de refino com fator de utilização de 90% no acumulado de outubro, ante 79% no primeiro semestre do ano.

No ano passado, o fator de utilização das refinarias também ficou em aproximadamente 79%, superior ao registrado em 2019 (77%) e 2018 (76%), mesmo considerando paradas programas nas refinarias Reduc, RPBC, Repag, Rlam, Repar e Revap, postergadas de 2020 para 2021 devido à pandemia da Covid-19.

"Nos últimos anos, o mercado brasileiro de diesel foi abastecido tanto por sua produção, quanto por importações realizadas por distribuidoras, terceiros e pela companhia, que garantiram o atendimento integral da demanda doméstica", disse a Petrobras.

Embora a situação atual da Petrobras, a estatal ressaltou que segue atendendo os contratos com as distribuidoras, conforme os termos, prazos vigentes e sua capacidade. Além disso, a companhia está maximizando suas produções e entregas, operando com elevada utilização de suas refinarias.

Relacionados:

► Caminhoneiros ameaçam nova greve e cobram 'resposta concreta' do governo► Gasolina passa de R$ 7 em seis estados; litro do combustível subiu 3,3% em uma semana

Leia mais: