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Após quatro altas consecutivas, intenção de consumo das famílias fica estável em outubro

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Após quatro altas consecutivas, intenção de consumo das famílias fica estável em outubro Tânia Rêgo/Agência Brasil
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De acordo com a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (20) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a intenção de consumo das famílias ficou estável na passagem de setembro para outubro deste ano, após quatro altas consecutivas, se mantendo em 73,2 pontos.

Já em comparação com outubro de 2020, o índice apontou uma alta de 6,6%. O desempenho do mês mantém o indicador no mais elevado patamar desde março deste ano (73,8 pontos), destacou a CNC.

Entre os sete componentes do indicador, apenas dois apresentaram alta na passagem de setembro para outubro. É o caso das avaliações sobre emprego atual (1,7%) e sobre perspectiva profissional (1,3%)

Quatro componentes recuaram, entre eles o acesso ao crédito (-0,7%), nível de consumo atual (-0,4%), perspectiva de consumo (-1,8%) e momento para a compra de bens duráveis (-1%), enquanto a renda atual manteve-se estável nos dois meses.

Em contrapartida, na comparação com outubro do ano passado, cinco tópicos tiveram alta, entre eles; emprego atual (6,4%); perspectiva profissional (6,9%); renda atual (4,3%); nível de consumo atual (12,1%); e perspectiva de consumo (19,6%). Apenas momento para duráveis (-0,9%) e acesso ao crédito (-1%) que registraram queda.

No relatório de divulgação da pesquisa, José Roberto Tadros, presidente da CNC, afirmou que para os próximos meses, é possível identificar dados mais favoráveis em relação ao consumo. Mas que as quedas observadas ainda são frutos da incerteza gerada pelo momento econômico.

”As incertezas econômicas, com a inflação e a alta dos juros, reduzem o poder de compra. No entanto, apesar dessas dificuldades, o consumo segue avançando em relação ao ano passado”, diz o presidente da CNC, em comunicado.

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