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ETF de Bitcoin estreia nos EUA e registra quase US$ 1 bilhão em volume negociado

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ETF de Bitcoin estreia nos EUA e registra quase US$ 1 bilhão em volume negociado Shutterstock
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Nesta terça-feira (19), o ProShares Bitcoin Strategy, primeiro ETF de futuros de Bitcoin (BTC) dos Estados Unidos, fez sua estreia na Bolsa de Valores de Nova York e registrou quase US$ 1 bilhão em volume negociado. Foi a segunda melhor estreia da bolsa na história, ficando atrás apenas da estreia do ETF US Carbon Transition Readiness, da BlackRock, que bateu US$ 1,16 bilhão em volume no dia de sua listagem, em abril deste ano.

A novidade tomou um rumo positivo para o bitcoin, fazendo que o ativo atingisse novamente seu recorde histórico, negociado acima dos US$ 64 mil, cerca de R$ 357 mil na cotação atual.

O fundo de índice (Exchange Traded Funds, em inglês. Sigla “ETF”) é um modelo de investimento passivo, baseado em uma carteira teórica que acompanha um índice de referência. Com o ETF, o investidor não pode escolher ações de determinadas empresas listadas na Bolsa de Valores, mas sim o índice, como o Ibovespa.

A entrada do Bitcoin na bolsa significa, resumidamente, que os investidores podem iniciar seus investimentos em criptoativos sem necessariamente precisar adquirir unidades de criptomoeda. Segundo Michael L. Sapir, CEO da ProShares, empresa responsável pela administração do ETF do Bitcoin, a iniciativa permitirá que os investidores do mercado tradicional que não querem se envolver com o comércio de criptomoedas possam começar a participar do ramo.

O ingresso do ETF na Bolsa de Valores Nova Iorquina resultou em uma alta considerável no valor do Bitcoin. Em setembro, a criptomoeda passou bom tempo sendo negociada abaixo dos US$ 50 mil, após sua legalização em El Salvador. Com isso, foi gerado uma antecipação do mercado e ocasionando um movimento dos criptoativos, fazendo com que investidores, em primeiro momento, perdessem confiança na moeda.

No entanto, no início de outubro, com a confirmação dos Estados Unidos de que a moeda não iria ser banida do território, além da boa época para negociação, a criptomoeda voltou a ter alta, chegando a romper a barreira dos US$ 52 mil.

A última vez que o Bitcoin bateu o seu recorde histórico foi em abril, por conta da expectativa da estreia da corretora de moedas digitais Coinbase na bolsa norte-americana, Nasdaq.

Bitcoin ultrapassa US$ 66 mil

Hoje, quarta-feira (20), o Bitcoin ultrapassou os US$ 66 mil, marcando novamente um recorde. De acordo com o site Cryptowatch, que reúne as cotações de criptomoedas em diversos locais de negociação, o Bitcoin subia 5,50%, a US$ 66,073 por volta das 11h10, no horário de Brasília.

Para os especialistas de mercado, é esperado que a nova forma de investimentos atraia investidores de varejo, já que o criptoativo poderá ser negociado através de corretoras tradicionais. No entanto, a volatilidade característica do Bitcoin, não deve mudar no curto prazo, segundo eles.

“Por mais que a estreia do ETF tenha impulsionado o Bitcoin, gosto de pensar que os fundamentos sólidos são os mesmos que impulsionam a alta desde o ano passado, que é ainda mais expressiva: maior adoção pelo mercado institucional de forma geral e, principalmente, por ser um ativo contra a expansão monetária que atinge o mundo”, avalia Vinicius Frias, presidente da conta digital de criptomoedas Alter.

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