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Secretários do Ministério da Economia, Funchal e Bittencourt entregam cargos

Atualizado em -

Secretários do Ministério da Economia, Funchal e Bittencourt entregam cargos Dida Sampaio | Estadão
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Em comunicado divulgado à imprensa nesta noite, o Ministério da Economia informou que o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediram exoneração de seus cargos.

“Funchal e Bittencourt agradecem ao ministro pela oportunidade de terem contribuído para avanços institucionais importantes e para o processo de consolidação fiscal do país”, diz a nota.

Os secretários adjuntos de Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e do Tesouro, Rafael Araujo, também pediram exoneração de seus cargos, “por razões pessoais”, segundo a pasta comandada pelo ministro Paulo Guedes.

A nota finaliza pontuando que os pedidos foram feitos de modo a permitir que ocorra um processo de transição e de continuidade de todos os compromissos, tanto da Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento quanto na Secretaria do Tesouro Nacional.

A entrega dos cargos acontece após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ter sinalizado apoio à mudança no teto de gastos proposta pelo governo federal sob a justificativa para abrir espaço ao Auxílio Brasil, programa social substituto do Bolsa Família.

A preocupação crescente entre os investidores quanto ao aumento de gastos levou o Ibovespa a fechar o dia com queda de 2,7%, abaixo dos 108 mil pontos, no menor patamar de 2021.

Minas e Energia

O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), José Mauro Ferreira Coelho, deixará o serviço público e assumirá novos desafios na iniciativa privada. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (21) pela pasta.

Coelho atuou quatro anos na Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e estava no MME há um ano e meio. Antes de assumir novas funções na iniciativa privada, ele passará por um período de quarentena.

Ele deixa o cargo num momento em que o preço dos combustíveis tem sido motivo de tensão no governo, em meio a questionamento de caminhoneiros em relação ao custo do diesel e reflexos nos índices de inflação do país.

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