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Ao lado de Guedes, Bolsonaro defende Auxílio Brasil e responsabilidade fiscal

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Ao lado de Guedes, Bolsonaro defende Auxílio Brasil e responsabilidade fiscal Wilson Dias | Agência Brasil
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Depois de dias turbulentos com incertezas sobre a possibilidade de o governo furar o teto de gastos para bancar o Auxílio Brasil, o presidente Jair Bolsonaro fez pronunciamento ao lado do ministro Paulo Guedes (Economia) nesta sexta-feira (22) para defender o benefício, reafirmar o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal e acalmar os ânimos do mercado.

As dúvidas em relação ao Auxílio Brasil, benefício no valor de R$ 400 que vai substituir o Bolsa Família, se agravaram depois de declarações do ministro Paulo Guedes admitindo que o governo poderia usar recursos além do teto de gastos para pagar o benefício a milhões de famílias. A fala foi interpretada como um sinal de que a equipe econômica estaria disposta a passar dos limites legais em meio à crise, aumento da inflação e aumento dos juros da economia.

Depois das declarações de Guedes, quatro secretários decidiram deixar a equipe do Ministério da Economia.

Embora não tenham afirmado claramente, nos bastidores a conclusão era de que as exonerações aconteceram por causa da postura do governo de querer gastar mais do que o permitido para bancar o programa social. Veículos da imprensa chegaram a divulgar que o próprio Paulo Guedes teria pedido demissão, mas Bolsonaro teria convencido o ministro a permanecer.

Para acalmar os ânimos, Bolsonaro e Guedes apareceram juntos em pronunciamento nesta sexta para descartar qualquer possibilidade de demissão do ministro e de descumprimento das regras fiscais.

“Tenho confiança absoluta nele, ele entende as aflições que o governo passa. Assumiu em 2019, fez um brilhante trabalho, quando começou 2020, a pandemia, uma incógnita a para o mundo todo", disse o presidente sobre Paulo Guedes.

O ministro fez questão de dizer que não vai deixar a preocupação fiscal de lado, mas afirmou que o governo se preocupa com o social também.

“Entendemos os dois lados, mas não vamos tirar 10 em política fiscal e zero em política social. Preferimos tirar 8 em fiscal, em vez de tirar 10, e atender os mais frágeis […] Nós preferimos um ajuste fiscal um pouco menos intenso e um abraço do social um pouco mais longo. É isso que está acontecendo", explicou Guedes.

O ministro da Economia também negou que tenha pedido demissão do cargo e comentou que o secretário especial de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, que saíram da equipe, defendiam o valor de R$ 300 para o Auxílio Brasil, e não R$ 400 como foi definido.

“Cabe ao presidente fazer essa arbitragem e cabe a mim fazer a avaliação de até onde pode ir […] se for para R$ 500, R$ 600, R$ 700, esquece, aí não dá mesmo e nós vamos desorganizar a economia", enfatizou.

Ibovespa

Impactado pelas incertezas no cenário econômico, o índice brasileiro encerrou o dia em queda de -1,34% cotado aos 106.296 pontos renovando a mínima do ano, mais uma vez.

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