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BNDES lança fundo de aval para empréstimos a projetos de eficiência energética

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BNDES lança fundo de aval para empréstimos a projetos de eficiência energética Miguel Ângelo / CNI
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Nesta terça-feira (9), o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, anunciou que utilizará R$ 40 milhões do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), executado pela Eletrobras, para criar o Programa de Garantias a Crédito para Eficiência Energética (FGEnergia), fundo garantidor para empréstimos voltados para projetos de eficiência energética.

O executivo anunciou a criação do FGEnergia em um evento paralelo à 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26), que está acontecendo desde a semana passada, em Glasgow.

Enquanto apresentava a iniciativa, Montezano ressaltou a importância de manter as parcerias com foco no desenvolvimento sustentável. O presidente chamou atenção para a importância dos investimentos em eficiência energética, exemplificando com o fato de que a matriz energética utilizada nos Estados da Amazônia não é renovável.

"Temos o maior ativo ambiental do mundo, a Amazônia, mas a energia de lá é baseada em óleo", afirmou Montezano.

O FGEnergia funcionará nos padrões do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (Peac). O mesmo foi criado como medida para mitigar a crise causada pela Covid-19. O Peac usou R$ 20 bilhões do Tesouro Nacional para “turbinar” o Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), com condições especiais para oferecer fianças para empresas de menor porte.

No Peac, os empréstimos eram disponibilizados pelos bancos comerciais, com recursos próprios. As partes do Tesouro gerenciados pelo BNDES entravam apenas nas fianças bancárias. O FGE funcionará da mesma forma, com a particularidade de oferecer garantias apenas para projetos de investimento em eficiência energética.

Com base nas regras do FGEnergia, a fiança concedida pelo programa poderá cobrir até 80% do valor do empréstimo, que deverá ser no máximo de R$ 3 milhões por empresa. Os prazos de cobertura variam de 12 a 84 meses.

Com o aporte de R$ 40 milhões do Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), o BNDES calcula que poderá garantir até R$ 330 milhões em financiamentos, sendo que cada R$ 1,00 pode garantir até R$ 8,00. No evento, Montezano destacou que o FGEnergia está “muito aberto” a novos investidores, que eventualmente decidirem realizar mais investimentos no fundo garantidor, ampliando o valor total de empréstimos que poderão ser avalizados.

Menor juros

Em agosto deste ano, o BNDES também decidiu mudar as regras para os financiamentos brasileiros e ofereceu condições melhores a empresas que assumirem e cumprirem metas de avanço em seu desempenho ambiental, social e de governança (ASG).

O programa BNDES Crédito ASG concede financiamentos para uso diversos, sendo assim, sem relação necessária com um projeto de investimento. Aquelas que cumprirem as contrapartidas mínimas e atingirem as metas estipuladas pelo programa terão redução na taxa de juros.

De início, o BNDES Crédito ASG foi destinado a empresas de segmentos específicos, como cadeia da madeira voltada para reflorestamento, fabricantes de equipamentos para a cadeia de energia renovável e de eficiência energética, mineração, siderurgia. Esses quatro setores têm grande potencial de melhorias em termos ambientais. Já o setor de provedores de internet de pequeno porte, possui maior potencial de impacto social do que ambiental. O aumento da oferta de conectividade é uma das metas do Plano Trienal do BNDES 2020-2022.

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