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Vendas no varejo caem pelo segundo mês seguido; recuo foi de 1,3% em setembro

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Vendas no varejo caem pelo segundo mês seguido; recuo foi de 1,3% em setembro Fernando Frazão/Agência Brasil
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Dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (11), mostram que as vendas do comércio varejista caíram 1,3% no mês setembro ante agosto. Essa é a segunda queda mensal consecutiva.

Em relação ao mês de setembro do ano passado, as vendas do varejo tiveram baixa de 5,5%, enquanto as vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 3,8% no ano e alta de 3,9% em 12 meses.

"Depois da grande queda de abril do ano passado, início da pandemia, veio uma recuperação muito rápida que levou ao patamar recorde de outubro e novembro de 2020. Depois tivemos um primeiro rebatimento com uma nova queda forte em dezembro e dois meses variando muito próximo do mesmo nível pré-pandemia, até março, mês a partir do qual houve nova trajetória de recuperação. Desde fevereiro de 2020, o setor vive muita volatilidade”, diz Cristiano Santos, gerente da pesquisa.

Na série com ajuste sazonal, o comércio varejista ampliado que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas recuou 1,1%, após cair 3,0% no mês anterior. A média móvel do trimestre encerrado em setembro recuou 0,9%.

Já na série sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram baixa de 4,2% no mês, frente a setembro de 2020. No ano, o varejo ampliado acumula alta de 8,0% e, em 12 meses de 7,0%.

Houve sete taxas negativas das oito atividades pesquisadas: móveis e eletrodomésticos (-22,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-14,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-6,9%), Combustíveis e lubrificantes (-4,0%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (-3,4%) e tecidos, vestuário e calçados (-0,1%).

A pesquisa mostra ainda que o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,3%) foi o único que registrou alta no período.

Segundo o IBGE, a variação negativa do comércio varejista ampliado foi seguida por 23 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Mato Grosso do Sul (-4,7%), Tocantins (-4,0%) e Maranhão (-3,6%). Por outro lado, houve altas em 4 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Pernambuco (2,9%), Ceará (1,3%) e Goiás (1,0%), na passagem de agosto para setembro.

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