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Prestes a completar 1 ano, PIX mudou a relação do brasileiro com os serviços financeiros

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Prestes a completar 1 ano, PIX mudou a relação do brasileiro com os serviços financeiros Marcello Casal Jr. | Agência Brasil
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No dia 16 de novembro de 2020, nascia o PIX, o serviço de pagamentos instantâneos do Banco Central que revolucionou a forma como o brasileiro lida com serviços financeiros.

Se antes a transferência de valores era feita predominantemente por DOC ou TED, com o PIX tudo ficou mais simples. A qualquer hora do dia e sem custo, qualquer cidadão com chave cadastrada pode enviar valores a outra pessoa.

Segundo o Banco Central, até o dia 31 de outubro de 2021, o PIX já possuía mais de 348 milhões de chaves cadastradas. Em 30 de novembro de 2020, 14 dias depois do sistema entrar no ar, ainda eram 95 milhões de chaves. Isso significa que, em menos de 1 ano, o crescimento no número de chaves cadastradas foi de mais de 266%.

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As pessoas físicas são responsáveis pela maior parte das chaves cadastradas: são 334 milhões de chaves de pessoas físicas e 14 milhões de chaves de pessoas jurídicas, segundo o Banco Central.

Até outubro de 2021, foram registradas mais de 979 milhões de transações PIX pelo Banco Central.

Fraudes

A facilidade para fazer transações pelo PIX também abriram espaço para fraudes e golpes aplicados em milhares de usuários.

Em outubro deste ano, após várias reclamações sobre a segurança do sistema, o Banco Central divulgou novas regras para reduzir os riscos. Entre as mudanças, foi imposto o limite de horário para transações acima de R$ 1.000, que ficaram bloqueadas entre 20h e 6h. Também foi fixado um prazo mínimo de 24 horas e máximo de 48 horas para as instituições aprovarem pedidos para aumento dos limites de transação.

A advogada Elisa Pereira foi vítima de um golpe aplicado via WhatsApp. Segundo ela, seu número foi clonado e o criminoso conversou com vários de seus contatos pedindo dinheiro via PIX.

"Alguns amigos acreditaram que eu realmente estava precisando de ajuda e fizeram o PIX sem confirmar os dados de quem estava recebendo o valor. O dinheiro cai na mesma hora, então não tem como voltar atrás. E eu demorei algumas horas para conseguir avisar todo mundo de que aquela pessoa não era eu", conta.

Mesmo com o aumento no número de fraudes, o Banco Central faz questão de enfatizar a segurança do sistema para os usuários.

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Facilidades no comércio

Uma das grandes vantagens do PIX foi viabilizar as transações no comércio sem a necessidade de depender das máquinas de cartão, por exemplo. Para o comerciante, o PIX garante o pagamento sem precisar pagar as taxas cobradas pelos cartões, por exemplo. Para o cliente, a vantagem é poder pagar sem precisar ter o cartão em mãos, apenas com o acesso ao celular.

Para a vendedora de cosméticos Paula Leite, o PIX ajudou a conquistar mais clientes.

"Muita gente nem gosta de usar cartão de crédito. Para mim, o cartão sempre rouba uma parte do valor porque preciso pagar a taxa da maquininha. Com o PIX, ficou bom para os dois lados. Eu não pago taxa e o cliente pode usar apenas o celular pra me pagar", explica.

Melhorias

O Banco Central continua trabalhando para melhorar o PIX. A partir de 29 de novembro, por exemplo, a instituição prevê que estarão disponíveis o Pix Saque e o Pix Troco. O primeiro permitirá o saque em dinheiro em estabelecimentos comerciais. O segundo também permitirá o saque, mas associado a uma compra ou à prestação de um serviço.

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