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Patrimônio líquido de investimentos dos brasileiros totaliza R$ 4,4 trilhões

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Patrimônio líquido de investimentos dos brasileiros totaliza R$ 4,4 trilhões Artem Podrez | Pexels
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De acordo com o último levantamento divulgado pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), os investimentos dos brasileiros alcançaram a marca dos R$ 4,4 trilhões de patrimônio líquido no primeiro semestre de 2021.

O resultado deste ano foi puxado pelos aportes dos clientes private, cujo volume financeiro cresceu 8,8% no período, seguido pelo varejo alta renda, com avanço de 8,5%. Já o varejo tradicional cresceu apenas 1,5%.

Desde o início da série histórica, em 2009, as ações se tornaram o principal ativo na carteira dos investidores do private, respondendo por 29,2% dos recursos. Em dezembro de 2020, esse percentual era de 26,3%. Os fundos de ações também cresceram: ampliaram de 8,0% para 9,6% da carteira, na mesma base de comparação. Já os fundos multimercados perderam participação de 29,2%, no final do ano passado, para 28,1%, em junho de 2021, ocupando agora a segunda posição no ranking. Antes seguiam em primeiro lugar na preferência desses investidores.

“O avanço das ações e dos fundos de ações mostra o movimento de diversificação das carteiras, com os clientes buscando investimentos mais arrojados e com maior potencial de rentabilidade. Esse movimento já acontecia desde o ano passado e se intensificou com a retomada da economia em 2021”, aponta José Ramos Rocha Neto, presidente do Fórum de Distribuição da ANBIMA.

Fundos Imobiliários crescem no varejo

Na carteira do varejo as ações também ampliaram a participação, com avanço de 7,2% para 8,1% no primeiro semestre deste ano. Apesar da queda de participação de 38,8% para 36,9%, a poupança ainda ocupa o primeiro lugar entre esses investidores. Em seguida estão os CDBs, que passaram de 16,8% para 17,2%.

Entre os clientes do varejo tradicional, os produtos que tiveram maior variação de volume foram as debêntures – com alta de 62,5% – e os Fundos Imobiliários – com variação positiva de 22,7%.

"No geral, os Fundos Imobiliários (FIIs) reagiram mal a abertura da curva de juros e o valor das cotas caíram. É natural que algumas classes de ativos se desvalorizem quando o custo de oportunidade sobe e acabe tendo uma migração para ativos de renda fixa. Atualmente, a cota de alguns FIIs chegou a um nível de negociação menor do que o valor de reposição. Essa é uma das metodologias que usamos para tentar identificar se um FII está barato ou caro, se está atrativa a compra ou não", destaca o Sócio e Economista da VLGI, Leonardo Milane.

Os principais FIIs no Brasil são de agências bancárias, imóveis relacionados a centros de educação, hospitais, hotéis, fundos de lajes corporativas (escritórios), galpões logísticos, recebíveis imobiliários, shoppings, etc. Ou seja, qualquer tipo imóvel físico pode se transformar num Fundo Imobiliário.

"Os fundos imobiliários seguem o movimento de um setor aquecido pelo início da retomada econômica pós-crise de covid-19, além de se mostrarem como opções para a diversificação das carteiras", complementa José Ramos Rocha Neto.

Segundo dados da ANBIMA, esses produtos ainda correspondem a um volume financeiro pequeno na comparação com outros ativos: os Fundos Imobiliários equivalem a 1,4% da carteira do varejo tradicional e as debêntures por apenas 0,4% das aplicações do segmento.

O varejo alta renda, por sua vez, alcançou 12,3 milhões de contas em junho, resultado 4,8% maior que o registrado em dezembro do ano passado. Os destaques em crescimento na quantidade de contas ficam com debêntures (21,8%), ações (14,6%) e fundos imobiliários (13,5%).

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