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Após forte queda na bolsa, sessão inicia com atenção aos riscos fiscais e políticos no país

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Após forte queda na bolsa, sessão inicia com atenção aos riscos fiscais e políticos no país Cris Faga/Estadão Conteúdo
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Nesta quarta-feira (17) a sessão é de poucos indicadores na agenda, mas de atenções redobradas aos riscos fiscais e políticos, como tem ocorrido nas últimas semanas.

Ontem (16), o principal índice da Bolsa de São Paulo voltou do feriado em forte queda zerando os ganhos acumulados na semana passada, com piora nas previsões para a inflação no Brasil e o crescimento econômico do país. Nesta sessão, destaque ainda para o vencimento de opções sobre Ibovespa na B3, que pode adicionar volatilidade ao índice.

Internacional

Sobre os mercados mundiais, nos EUA o índice futuro Dow Jones indica queda de 0,04%, enquanto os índices futuros S&P 500 e Nasdaq indicam altas de 0,01% e 0,15%, respectivamente. Ontem, as Bolsas em Nova York voltaram a subir forte após a divulgação de dados melhores que o esperado no varejo e na indústria. Segundo uma nota divulgada pelo Commonwealth Bank of Australia (CBA), a força da atividade econômica nos Estados Unidos aliada à inflação acima da meta podem elevar a pressão para que o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc na sigla em inglês) do Federal Reserve acelere a redução do ritmo de compra de títulos.

As bolsas europeias se mantêm próximas da estabilidade. O índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, tem leve alta de 0,12%. A inflação da Zona do Euro em outubro foi confirmada em 4,1%, mais que o dobro da meta do Banco Central Europeu. No Reino Unido, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI na sigla em inglês) avançou 4,2% no mesmo mês, maior alta em quase uma década, com o aumento de custos de energia.

Diversas bolsas asiáticas fecharam em baixa, após dados indicarem uma queda no ritmo das exportações do Japão em oito meses. O indicador de outubro veio em alta de 9,4%, segundo informações do Ministério das Finanças. No mês anterior, porém, havia avançado 13%. As exportações de automóveis caíram 36,7%, contribuindo para queda dos papéis de empresas do setor automotivo no país.

Brasil

No Brasil, o Ibovespa fechou em queda de 1,82% aos 104.403 pontos. O volume negociado no dia ficou relativamente abaixo da média, em R$ 27,6 bilhões. O Ibovespa futuro com vencimento em dezembro de 2021 recuou 1,8% aos 104.985 pontos. O dólar comercial acompanhou a valorização da moeda americana no exterior e fechou em alta de 0,78% R$ 5,499 na compra e R$ 5,500 na venda.

Como destaque, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que a aprovação da PEC pelo Congresso irá abrir espaço para se conceder reajuste aos servidores públicos federais, justificando o eventual aumento como resposta a um congelamento dos salários e à inflação. Atualmente, o governo gasta cerca de R$ 300 bilhões ao ano com salários. Por isso, um aumento de apenas 1% implica, por cima, custo de R$ 3 bilhões, indicou uma fonte do Ministério da Economia à agência internacional de notícias Reuters. Se aprovada, a PEC dos Precatórios abrirá um espaço para gastos de R$ 91,6 bilhões em 2022, segundo estimativa do Ministério da Economia, mas desse total apenas cerca de R$ 10 bilhões estariam livres, já que a maior parte dos recursos estaria comprometida com o Auxílio Brasil de R$ 400 e com atualização dos gastos previdenciários em meio à inflação mais alta. O pagamento do auxílio começa nesta quarta-feira para quem já estava cadastrado no Bolsa Família. Porém, o valor adicional só poderá ser distribuído aos beneficiários com a aprovação da PEC. O governo espera resolver a questão até o mês que vem e pagar a diferença de forma retroativa.

Commodties

Sobre as commodities, os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian (China) fecharam em queda de -1,01% e o petróleo Brent opera em queda de -0,67%.

Corporativo

No contexto das corporações, a Eletrobras (ELET3;ELET6) registrou lucro líquido de R$ 964,561 milhões no balanço do 3º trimestre, cifra 65,7% abaixo do lucro de R$ 2,814 bilhões de um ano antes. Essa queda ocorreu por ajustes na contabilização de provisões para contingências no montante de R$ 9,434 bilhões.

Além disso, A Méliuz (CASH3) registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 2,950 milhões, revertendo lucro de R$ 4,733 milhões de um ano antes. Já o prejuízo da controladora foi ainda maior, de R$ 4,539 milhões, revertendo lucro de R$ 4,733 milhões. O Morgan Stanley (MSBR34) destaca que a empresa reportou receita no 3T21 acima do consenso de mercado, mas investimentos em crescimento geraram perda de Ebitda. O banco vê uma oportunidade de mercado crescente para plataformas afiliadas, embora as principais iniciativas da empresa em fintech e comércio internacional continuem em estágio inicial. Dessa forma, o banco mantém avaliação equalweight (perspectiva de valorização dentro da média de mercado) para as ações, com preço-alvo de R$ 6,50.

A BR Advisory Partners (BRBI11) apresentou um lucro líquido de R$ 41,761 milhões no terceiro trimestre de 2021 (3TRI21), o que representa 102,1% a mais do que os R$ 20,659 milhões de um ano atrás. O Itaú BBA (ITUB4) comentou que a empresa registrou bons resultados no 3T21, com lucro líquido superando estimativas pelo segundo trimestre consecutivo após o IPO.

Por fim, a Boa Safra Sementes (SOJA3) apresentou lucro líquido de R$ 88,087 milhões no terceiro trimestre de 2021 (3TRI21), alta de 227,7%, ou mais de três vezes o aferido no mesmo período de um ano atrás, quando teve R$ 26,884 milhões.

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