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Eletrobras tem lucro 65% menor no 3T21, de R$ 964,5 milhões

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Eletrobras tem lucro 65% menor no 3T21, de R$ 964,5 milhões Divulgação / Eletrobras
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A Eletrobras (ELET3; ELET6) divulgou seu balanço do 3T21 e registrou lucro líquido de R$ 964,561 milhões, 65,7% abaixo do lucro de R$ 2,814 bilhões de um ano antes. Segundo a empresa, a queda ocorreu por ajustes na contabilização de provisões para contingências no montante de R$ 9,434 bilhões.

Conforme o balanço da Eletrobras, a revisão das estimativas de provisionamento de empréstimo compulsório, totalizando cerca de R$ 8,926 bilhões no terceiro trimestre deste ano, vieram após julgamento pelo STJ de Agravo Interno no Recurso Especial nº 1.734.115/PR e às recentes homologações de laudos desfavoráveis no exercício de 2021.

O valor de R$ 8,926 bilhões envolve, entre outros pontos, R$ 5,253 bilhões relativos à reclassificação, de risco de perda remoto para risco de perda provável, de certas disputas relacionadas com o início da contagem do prazo prescricional para cobrança dos juros remuneratórios reflexos.

De acordo com a empresa, o resultado teve como ponto positivo o segmento de transmissão, por conta, principalmente, da contabilização dos contratos renovados pela Lei 12.783/2021, como resultado do reperfilamento do componente financeiro da RBSE, no montante de R$ 4.859 milhões.

O Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), indicador de capacidade de geração de caixa, ficou em R$ 5,6 bilhões.

A receita operacional líquida somou R$ 9,957 bilhões, com crescimento de 50% na comparação anual. De acordo com a estatal, os investimentos realizados no período foram maiores do ano, atingindo R$ 1 bilhão no 3T21.

O avanço da receita operacional foi influenciado pelo efeito na receita de transmissão da revisão tarifária periódica, pela melhor performance nos contratos bilaterais e maior receita de liquidação junto à CCEE.

Com a intenção de ficar com 45%, atualmente, o governo detém 60% dos papéis da Eletrobras. O governo pretende arrecadar cerca de R$ 100 bilhões com a desestatização. Para eles, a medida permitirá recuperar a capacidade de investimentos da empresa em geração e transmissão de energia.

Privatização

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) definiu em outubro que os empregados e aposentados da Eletrobras e de suas subsidiárias terão prioridade na compra de até 10% das ações no processo de privatização da companhia. O conselho aprovou a resolução que define o modelo de desestatização.

Como o Mercado1Minuto registrou aqui, além da preferência para funcionários, o CPPI autorizou que até R$ 6 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) sejam usados para pessoas físicas comprarem ações da estatal. Cada investidor individual poderá gastar a partir de R$ 200 do saldo da conta do FGTS para adquirir participação na empresa.

A privatização ocorrerá em duas etapas. Primeiramente, a Eletrobras fará um processo de capitalização, emitindo novas ações que podem ser compradas no mercado primário, até diluir a participação da União na empresa. Segundo o CPPI, essa etapa permitirá a injeção de dinheiro de investidores privados na companhia.

Apenas se a participação direta e indireta da União não cair para menos de 45% após a oferta primária de ações, a União venderá papéis da companhia no mercado secundário, quando ações já lançadas no mercado trocam de donos. Em nota, o CPPI informou que a União continuará sendo a principal acionista da Eletrobras, mesmo perdendo a maioria na empresa.

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