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B3 lança contrato Futuro de Soja Brasil

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B3 lança contrato Futuro de Soja Brasil Divulgação / B3
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Nesta quinta-feira (18), a B3 lançou o contrato Futuro de Soja Brasil, que começará a ser negociado a partir do dia 29 de novembro na Bolsa de Valores brasileira e também na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês).

De acordo com a B3, o produto foi desenvolvido em parceria com a CBOT e o CME Group, do qual a CBOT faz parte, a partir de um acordo firmado entre as duas bolsas em 2020. Além do contrato futuro, também estão sendo listadas as opções de compra e venda sobre o futuro da Soja Brasil.

A operação tem como base o preço da exportação da soja no porto de Santos (SP) e a liquidação financeira calculada em dólares por tonelada pelo índice S&P Global Platts. Segundo a B3, para negociá-lo os participantes só precisarão de uma conta em uma corretora.

“Até agora, para (uma empresa nacional) fazer hedge dos grãos negociados, era preciso recorrer à Bolsa de Chicago. A correção entre os preços da soja brasileira e americana sempre foi grande, porém nos últimos anos houve um descolamento, o que dificultou bastante a vida dos agentes da cadeia produtiva brasileira”, afirmou em comunicado o superintendente de Commodities da B3, Louis Gourbin.

No dia 31 de agosto de 2021, a criação do contrato foi aprovada por órgãos reguladores brasileiros. Desde 2007, a B3 e o CME Group possuem um acordo de cooperação técnica direcionado ao desenvolvimento de serviços de tecnologia e contratos futuros de soja negociados nas duas bolsas, cujo objetivo é conectar participantes globais desse mercado ao setor agrícola brasileiro.

“Essa conexão é importante pois traz o mundo para o Brasil e (leva) o Brasil para o mundo. O mercado de soja é internacional, mas possui dinâmicas de produção e comercialização distintas por geografia, o que traz a necessidade de novos produtos regionais”, explicou Gourbin.

Atualmente, o Brasil é o maior produtor e exportador mundial de soja, com 134 milhões de toneladas de grãos colhidas em 2021, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O agronegócio brasileiro é uma referência mundial, nossos produtos precisam refletir isso. O novo derivativo chega para atender essa necessidade e ser uma ferramenta de gestão de risco de preço Brasil”, acrescentou.

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