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Degustar ou lucrar? Conheça o investimento alternativo em vinhos finos

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Para muitas pessoas, os investimentos alternativos em vinhos finos podem não ser uma boa opção como a compra de ações. Mas se puder resistir a tentação de degustar, a bebida pode gerar retornos agradáveis à quem investe nelas.

O índice de investimento de luxo da Knight Frank, que rastreia o desempenho das classes de ativos colecionáveis,​​ aponta que o interesse de colecionadores fez o vinho superar as aplicações em relógios e carros, o que causou uma alta de 13% nos preços dos vinhos até junho deste ano, e consequentemente, tornou a bebida líder em itens de ativos de luxo, enquanto os líderes anteriores, como whiskies raros e bolsas Hermès, viram seus valores caírem 4% e 3%, respectivamente.

Sendo algumas das principais características desse mercado, a qualidade e a escassez dos vinhos finos melhoram com o tempo e com isso o seu valor também. Mas, como em qualquer outra aplicação, é necessário conhecer a fundo e entender como funciona a indústria.

Como investir em vinhos finos

Esse tipo de aplicação faz parte dos investimentos alternativos, como os royalties musicais, carros, arte, entre outros. Ou seja, são ativos financeiros que não se encaixam nas categorias convencionais. Por tanto, não é possível encontrar essa modalidade em bancos ou corretoras.

Os aportes alternativos, apesar da sua baixa liquidez, chamam atenção pois oferecem um duplo benefício: alta lucratividade no longo prazo e risco controlado. Além de serem escolhidos pela possibilidade de "blindar" a carteira de aplicações contra a volatilidade do mercado financeiro.

Existem quatro passos para entrar nesse mercado, são eles:

  • Definir um plano de investimento

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Assim como qualquer outra aplicação, o primeiro passo é juntar o máximo de informação possível sobre o negócio, determinar a quantia e definir se será um aporte a curto ou longo prazo. Algumas empresas disponibilizam um gestor que presta um serviço de aconselhamento personalizado ao longo de todo o processo. É importante, se possível, contar com especialistas durante a operação para diminuir os riscos e obter excelentes rentabilidades.

  • Escolher os vinhos

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Com o apoio de pesquisas ou do gestor de conta, selecione os vinhos entre as tantas opções oferecidas no mercado e assine o contrato com a empresa.

  • Conservá-los em um local com ótimas condições

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A maneira de conservação da bebida pode influenciar significativamente na qualidade do produto. De forma geral, é imprescindível que as garrafas de vinho reúnam ótimas condições de armazenamento, seja no deposito oferecido pela empresa ou outro local indicado pelo investidor.

  • Vender no momento certo

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Por fim, quando o vinho atingir o pico financeiro, a empresa propõe-se a encontrar um comprador através dos seus canais de distribuição como restaurantes, hotéis, bares ou colecionadores particulares. Mas, para saber o momento certo, é preciso estar sempre de olho nos ativos.

Fatores que podem influenciar

Existem muitos fatores que influenciam nos preços dos vinhos finos, como por exemplo a raridade. Uma bebida se torna raro por ter uma produção em quantidade limitada, se tornando mais difícil de adquirir. O que significa que quando há um grande volume de procura, o valor comercial desse mesmo vinho aumenta.

A colheita é outro ponto que pode impactar as aplicações. Com o passar dos anos, os vinhos podem se tornar clássicos, então a ideia é investir em vinhos com vida útil longa, pois continuarão se desenvolvendo e evoluindo durante os anos seguintes.

Assim como acontece com as ações, às avaliações e pontuações de críticos também podem favorecer ou não o setor. Se um bom crítico atribui uma elevada pontuação a um vinho fino, automaticamente o preço também poderá aumentar.

O impacto da pandemia no setor

Ao contrário do que aconteceu com diversos negócios, a pandemia afetou positivamente o setor. De acordo com os dados de uma pesquisa realizada pela plataforma CupomVálido, durante o isolamento social causado pela Covid-19, só no Brasil, foram consumidos 2,78 litros de vinho per capita, o que representa um aumento de mais de 30% no consumo. No mundo todo foram usufruídos 501 milhões de litros, contra 383 milhões em 2020.

Entre os 83 milhões de consumidores de vinho no país, 46% tomam a bebida pelo menos uma vez por semana, e 53% pelo menos uma vez por mês. No ranking entre os países que mais tomaram vinho no período, o Brasil ficou apenas atrás da Argentina.

Além disso, o mercado do vinho tem apresentado um ótimo desempenho nos últimos anos. Desde 2005, o setor tem registrado um crescimento de 198% e, portanto, se tornou uma opção atrativa para quem procura investimentos um pouco fora do comum.

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