clique para ir para a página principal

Inadimplência volta a subir após oito meses: 75,6% do brasileiros estão endividados em novembro

Atualizado em -

Inadimplência volta a subir após oito meses: 75,6% do brasileiros estão endividados em novembro Shutterstock
► Empresas estaduais e municipais poderão pegar R$ 3 bi emprestados► IGP-M registra inflação de 0,02% em novembro, mas acumula alta de 16,77% no ano

Pela primeira vez em oito meses a inadimplência dos brasileiros voltou a registrar alta. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a fatia total dos que se declararam endividados subiu para 75,6% em novembro desse ano, ante 74,6% em outubro; e 66% em novembro do ano passado.

A CNC apontou ainda que a parcela de endividamento é recorde. Esse resultado foi influenciado, principalmente, pelos desafios econômicos impostos aos orçamentos domésticos.

Os endividados que informaram débitos em atraso somaram 26,1% em novembro, acima de outubro (25,6%) e de novembro de 2020 (25,7%), sendo a maior desde setembro do ano passado (26,5%). No caso dos devedores que disseram não ter condições de pagar, o índice ficou estável de outubro para novembro em 10,1%, resultado menor do que o registrado em novembro de 2020 de 11,5%.

Já o percentual de famílias que afirmaram ter dividas a vencer com cheque pré datado, cartão de crédito, cheque especial, carne de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro ou casa, cresceu pelo 12º mês seguido e atingiu uma alta de 75,5%, crescimento de 1 ponto percentual em relação ao mês passado e 9,6 pontos na comparação anual.

Tempo de inadimplência

O percentual de família com dívidas por mais de um ano também subiu de forma significativa desde o fim do primeiro trimestre e atingiu a máxima histórica de 36,2% em novembro desse ano. Segunda a entidade, isso indica que os consumidores estão buscando alongar os prazos de pagamento de suas dívidas fazendo com que a parcela caiba nos orçamentos, o que acaba diminuindo o comprometimento da renda.

A pesquisa da CNC mostrou ainda que o prazo médio de atraso na quitação das dívidas também aumentou neste período e atingiu 61,6 dias. Mesmo com uma queda de 1,4 ponto percentual na comparação anual, o número de atraso em quitar dívidas acima de 90 dias é o maior desde agosto deste ano, alcançando 41,6% dos inadimplentes.

Relacionados:

► Empresas estaduais e municipais poderão pegar R$ 3 bi emprestados► IGP-M registra inflação de 0,02% em novembro, mas acumula alta de 16,77% no ano

Leia mais: