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Como suas emoções afetam suas decisões financeiras

Atualizado em -

Como suas emoções afetam suas decisões financeiras Anna Shvets | Pexels

Um cliente na fila do caixa do mercado aguarda sua vez de pagar a compra. Durante a espera, vê várias guloseimas, revistas e salgadinhos nas prateleiras que levam até o caixa. Por impulso, decide comprar mais alguns itens e colocar no carrinho. Essa compra não foi programada. Aqueles produtos não estão ali por acaso.

A compra por impulso no mercado é apenas um dos exemplos de como o humor afeta decisões financeiras. Uma placa vermelha indicando descontos de 70% numa loja de roupas, por exemplo, pode facilmente atrair a atenção de um consumidor que teve um dia difícil e acredita que a compra de uma peça de roupa vai deixá-lo mais animado.

As finanças comportamentais são uma área do estudo das finanças que mostram que a tomada de decisões de um indivíduo está mais ligada a fatores emocionais do que a fatores racionais. Enquanto, no passado, economistas clássicos acreditavam que as pessoas sempre tomam as melhores decisões para si próprios, atualmente o pensamento é de que influências cognitivas, sociais e emocionais impactam diretamente as decisões financeiras.

Teoria

O economista norte-americano Richard Thaler recebeu o prêmio Nobel de Economia de 2017 depois de divulgar uma pesquisa cuja premissa básica é a de que os seres humanos não são sempre racionais e que suas escolhas são baseadas em questões subjetivas e culturais.

Segundo Thaler, existem dois tipos de pessoas: os Econs (idealizados) e os Humans (reais). Os Econs se comportam exatamente como os economistas esperam e possuem a racionalidade perfeita. Já os Humans são influenciados por suas emoções e podem tomar decisões que não são as melhores simplesmente porque estão sendo levados por sentimentos.

Ao receber o prêmio Nobel, Richard afirmou: "para fazer uma boa economia, você deve ter em mente que as pessoas são humanas".

Investimentos

No mundo dos investimentos, as emoções também podem afetar as decisões. Dentro de um cenário econômico instável, por exemplo, o investidor pode se sentir apreensivo e tomar decisões de compra e venda por impulso. Para se proteger disso, o conhecimento é fundamental.

De acordo com o economista Matheus Honorato, da VLGI Asset, estudar é importante e ter alguém de confiança assessorando suas decisões também pode fazer a diferença.

"Se a pessoa quiser trilhar um caminho por conta própria, ela pode procurar diversos cursos no site da Anbima, por exemplo. Se ela não tiver tempo para isso e realmente quiser ter um profissional tomando conta desse lado da vida dele, ela pode procurar um gestor ou um assessor de investimentos", aconselha Matheus.

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