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Fundos de renda fixa batem recorde em 2021, com R$ 291,5 bi captados no ano até 29 de dezembro

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Fundos de renda fixa batem recorde em 2021, com R$ 291,5 bi captados no ano até 29 de dezembro John Schnobrich | Unsplash
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A renda fixa voltou a ser um lugar considerado confortável para os investidores brasileiros. Com opções de produtos já rendendo mais de 1% ao mês, os aportes também têm migrado para a indústria de fundos de investimentos.

De acordo com relatório da Anbima, entidade que representa o mercado de capitais e de investimentos, o ano de 2021 registrou um número recorde de captação em fundos de renda fixa - R$ 291,5 bilhões até o dia 29 de dezembro. O resultado ultrapassa a média dos últimos dez anos e também é recorde da série histórica para a classe.

O fluxo das aplicações acompanhou o ciclo de alta de juros, com a Selic (taxa referencial) saindo de 2%, em janeiro do ano passado, para 9,25% ao ano no fim de 2021.

"Com as altas da Selic, em decorrência do aumento da inflação em 2021 e as incertezas fiscais, notamos uma maior aversão a risco dos investidores e, consequentemente, uma retomada aos fundos de renda fixa. Do outro lado, observamos algumas perdas nas classes mais arrojadas, como multimercados e ações", destaca Pedro Rudge, diretor da Anbima.

Inflação em alta

Conforme dados apresentados pelo boletim semanal Focus, coletado pelo Banco Central (BC), a expectativa é de que a Selic alcance 11,5% ao fim do ciclo atual de aperto monetário. E caso a inflação ceda, como esperado, a classe de renda fixa seguirá gerando ganhos reais aos investidores.

"Do ponto de vista do investidor, ao invés de ficar tentando adivinhar para onde vai a inflação, o melhor negócio mesmo é alocar uma parte relevante do patrimônio em ativos indexados à inflação exatamente para não ter dor de cabeça. É importante se conscientizar de que o Brasil tem diversos gargalos estruturais que vão levar a gente a ter uma inflação recorrente alta por mais tempo", explica o Estrategista-chefe da VLGI Investimentos.

Segundo relatório da Anbima, o tipo de fundo o com maior retorno no ano passado foi o duração baixa grau de investimento (que investe, no mínimo, 80% da carteira em títulos públicos) com 11,8%. No entanto, todos os tipos da classe de renda fixa tiveram rentabilidades positivas.

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